segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Hoje é dia de poema!

Hoje, deixo vocês com um de meus poemas. É praticamente um debut, já que poucas pessoas conhecem esse meu lado "poetiza". Espero comentários, sejam eles bons ou ruins. Lá vai:


Poema dos extremos

Nada será como antes,
Tudo ficará para trás.
Lembranças, imagens constantes,
Nenhum disfarce mais me satisfaz.

O tempo se esvaece,
Verdades sobrepõem mentiras.
Meu coração, agora em tiras,
Perde o sentimento, desaparece.

Desaparece como meu nome na areia,
Apagado pelas ondas revoltosas.
Desaparece, assim como a poeira,
Levada pelo vento de uma noite viçosa.

O brilho da lua
Ofusca o reluzir de meus olhos
Que ao ver a lágrima tua
Afogam-se em si, tornam-se chorosos.

Depois me invade a calma.
Secam-se as lágrimas,
Cessam-se os soluços,
Torna-se vagarosa a respiração.
E tudo recomeça.
Meu coração, como palpitando,
Junta os pedaços e se reconstrói.
Agora, de novo como um,
Bate por dois.
Relembra o passado,
Presente que se vai.
E pensa no futuro,
Que grita dentro de nós: ai, ai...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Efeito flashback

Vai chegando o final do ano e começamos a sentir um saudosismo de momentos que passaram num piscar de olhos e a agradecer por dias ou meses que FINALMENTE terminaram. 2010 em especial tem sido um ano de muitas reviravoltas, para o Brasil, para o RJ e também para mim. Elegemos uma mulher presidente (e muitos depositaram suas esperanças nela), nosso estado passou por atos de extrema violência, que promoviam segundos de caos e de paz quase que simultâneos, trazendo a nós uma sensação de "não sei se vou ou se fico, não sei se fico ou se vou" e para mim, bem, o meu caso assim como os demais é um processo de transposição de barreiras, pré-conceitos e de inseguranças que causam um vai-e-vem de sentimentos absurdo. Para algumas pessoas, como eu, este ano é o encerramento de mais um ciclo, trazendo um novo destino misterioso a ser trilhado, novos objetivos a serem alcançados e me deixando um passo mais perto da realização de um sonho. 2010 me faz começar uma sessão nostalgia, que me remete a 2006 quando iniciava um projeto que agora se encerra. Há quatro anos eu começava uma fase incrivelmente nova em todos os sentidos: amigos novos, lugares novos, experiências impactantes e uma paixão única. Cresci tanto nesses anos como nunca pensei crescer, estudei tanto como nunca pensei estudar, trabalhei tanto como nunca pensei trabalhar, amei tanto como nunca imaginei amar e mesmo com muitos problemas, fui feliz como nunca pensei ser. A vida faz dessas com a gente: traz e leva momentos como num flashback que, ao final de uma cena importante, nos presenteia com uma tempestade de pensamentos e nos deixa escolher o que deve ser feito: viver aprisionado a um passado, mesmo que te traga ótimas lembranças, ou olhar para o horizonte e seguir em frente, levando na bagagem tudo aquilo que nos faz sentir vivos, com o sangue correndo nas veias. AMIGOS, UERJ, INDEPENDÊNCIA e SONHOS são as palavras-chave desse texto, chaves essas que abrem portas de um futuro para onde levo todas as essas palavras comigo. Deixo a porta aberta caso alguém queira me acompanhar. Topa?